No Rio de Janeiro, hamburguerias artesanais e lanchonetes de delivery costumam funcionar em espaços bem apertados. Chapas quentes preparando smash burgers e fritadeiras de alto giro liberam uma neblina espessa de óleo vegetal por oito a dez horas diárias.
Como as coifas são compactas e os dutos fazem curvas fechadas para atravessar prédios antigos, a gordura chega ao ponto de saturação em pouco tempo. Antes mesmo de quarenta dias, os filtros param de drenar e o óleo passa a escorrer pelas bordas do inox.
O perigo da contaminação cruzada
Com a coifa da hamburgueria sobrecarregada, a gota de óleo quente que se solta do teto cai em cima dos pães e das carnes que estão na chapa. Esse é um dos motivos mais frequentes de interdição pelo IVISA-RIO em vistorias de rotina na Baixada Fluminense e na Zona Sul do Rio.
Como manter a hamburgueria funcionando dentro do limite de segurança
Para operações de hambúrguer e lanches rápidos, recomendamos estas medidas:
- A cada quinze dias, troque e faça a lavagem técnica dos filtros inerciais.
- A cada quarenta e cinco dias, higienize os dutos por completo e desobstrua o caracol do exaustor.
- Confira a vedação da saída do duto na fachada, evitando que fumaça e fuligem incomodem os apartamentos vizinhos.
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